Projeto Narrativas de Vida

São Pedros, Marias, Joãos, Fátimas, Cristinas, Albertos, Rodrigos! São pessoas, pais, mães, filhos e filhas, irmãos, tios, tias, sobrinhas e sobrinhos, padrinhos, madrinhas e afilhados, são gentes da gente. São, parceiros de vida, amigos, colegas de trabalho, vizinhos. Vidas que nos tocaram e continuarão a nos tocar sempre que essa tragédia vir à memória, for tema de uma conversa, abordagem num noticiário. São vidas pedidas, várias, milhares e inviabilizadas diante de números, estatísticas, se trata da globalização da indiferença.

O Projeto “Cada pessoa importa – narrativas de vida” traz no seu bojo justamente essa preocupação, ou seja, não se pretende passageiro ou circunstancial. Busca sim, constituir-se num monumento, mural virtual, num memorial mesmo de significação das histórias de vida das milhares de pessoas – homens e mulheres de diferentes idades e classes sociais, que perecem impotentes ante a essa tragédia mundial.

Através do Projeto “Cada pessoa importa – narrativas de vida”, a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), reverencia, mas também e, principalmente, torna esse momento como uma lição a ser aprendida: Cada pessoa importa. Trata-se de uma lição de humanidade, de humanização. Não importa se artista, cantor, empresário, trabalhador doméstico, gari, pequeno produtor, autônomo, trabalhador informal, todas as classes sociais atingidas indistintamente. Todos têm sua história e sua significação, todos e todas foram e serão sempre importantes.

Muitos dos que perecem, colocaram-se em risco, exercendo com dedicação suas atividades profissionais, sem pensar em si mesmo, sem pensar em suas famílias, sem o egoísmo inerente a maioria das pessoas. E, que possamos, diante dessa tragédia, tirar ao menos uma lição de esperança, que as vidas perdidas por causa da Covid-19 nos sirvam de estímulo à sensibilização necessária para a construção de uma nova conduta comportamental, que nos tornemos efetivamente mais humanos.

Justificativa

O Projeto “Cada pessoa importa - Narrativas de vida” inspira-se no exemplo dado pelo Papa Francisco, logo no início do seu Pontificado, que tomou a decisão inédita e provocadora de visitar a ilha italiana de Lampedusa, no Arquipélago das ilhas Pelágias, no Mar Mediterrâneo. Lampedusa se tornou um cenário de tragédias com milhares de naufrágios de imigrantes que tentam chegar na Europa. Segundo as estimativas, de 2000 a 2013, mais de 23 mil imigrantes morreram tentando realizar o sonho de entrar na Europa. Como afirma Hoepers (2020), “na sua homilia o Papa Francisco apontou claramente seu objetivo: ‘E então senti o dever de vir aqui hoje para rezar, para cumprir um gesto de solidariedade, mas também para despertar as nossas consciências’”.

A sociedade capitalista é uma sociedade presenteísta, ou seja, não se preocupa com a memória. As vítimas da Covid-19 se tornaram apenas mais um número, uma estatística que é diariamente atualizada e à noite esquecida. Neste sentido, registrar a história dessas pessoas que foram vítimas da Covid-19 é uma forma de valorizar, não apenas essas vidas, mas todas as vidas. E, também, de conscientizar as pessoas que o vírus atinge a todos e a todas, podendo vitimar qualquer pessoa. Daí a importância do isolamento social e de ser solidário com o outro.

Objetivos

Objetivo Geral

Tornar a história de cada pessoa, ou seja, sua narrativa de vida, valorizada pela sociedade, colaborando, assim, para a construção de um mundo mais humanizado, justo e democrático.

Objetivos Específicos

  • Evidenciar as proporções da tragédia que vivemos;
  • Despertar a solidariedade e empatia na sociedade;
  • Eternizar as histórias de vida das vítimas da Covid-19;

Equipe responsável

Adriane da Silva Machado Möbbs - Coordenadora

Cv: http://lattes.cnpq.br/7088509936863866

Daniel Moraes Botelho - Orientador

Cv: http://lattes.cnpq.br/5059305114816068

Ricardo Hoepers - Orientador

Cv: http://lattes.cnpq.br/7729457642139440